A Páscoa dos Judeus, ou Festa da Libertação, celebra o fim da escravidão hebraica e a saída do Egipto em direcção à Terra Prometida.

Páscoa cristã suporta-se nesta celebração, mas constrói-se, sobretudo, no triunfo da Vida sobre a Morte.

Durante os 96 dias do Tempo Pascal, dois momentos constroem essa narrativa. Um momento primeiro, a Quaresma, o Tríduo Pascal; e um segundo, que é a Páscoa. Desta forma, os Cristãos reactualizam a Paixão e a Morte, e depois a Ressurreição e a Ascensão aos Céus, para junto do Pai, de Jesus Cristo, o Filho de Deus.

O Mistério Pascal, é, desta forma, para o Cristão, o momento do calendário litúrgico mais importante.

Embora um conjunto de trabalhos clássicos vejam no Tempo Pascal um conjunto de tradições pagãs e judaicas, que sobreviveram na Cultura popular, Páscoa na Idanha, suportada por uma extensa etnografia e pesquisa documental, mostra que a Páscoa é, antes de mais, uma Tradição Cristão. Tradição que integra vários momentos históricos da Igreja Católica, num intenso diálogo entre a Liturgia, a recristianização dos sécs. XVIII e XIX e a Piedade Popular.

Esta plataforma traduz, assim, a necessidade de diálogo entre a Antropologia e a partilha do conhecimento. Serve também suportar o pedido à UNESCO de inscrição desta manifestação em Idanha-a-Nova na Lista das boas práticas de salvaguarda do património cultural imaterial.


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